Você tem estilo, escreve ou fotografa super bem, é bonita por natureza, tem conteúdo e uma personalidade incrível. E você sabe disso, só não acredita. Alguém aleatório te faz um elogio. Por exemplo, como é lindo seu novo corte de cabelo, e como ele ficou bem em você. Você, sabendo que realmente está arrasando agradece a observação, mas logo em seguida solta um “sério que está bonito?” para o dito cujo. Eu chamo isso de “agradeço-duvido”, quase uma teoria que eu formulo e vivo. Temos mania de não reconhecer nossos valores e sempre achar que nunca somos boas o suficiente. Duvidamos do elogio, maltratamos nosso ego e esquecemos do nosso valor. É lógico que a busca pela perfeição é intensa e necessária, mas nós somos exigentes demais conosco mesmas. É sim, muito difícil, reconhecer um elogio. Sempre fica aquela dúvida como uma colônia de pulgas atrás da orelha e pés atrás. Será que eu sou realmente bonita? Será que esse meu texto é realmente bom? Será que essa roupa está realmente adequada? É o eterno dilema da dúvida eterna: nunca nada vai estar bom o suficiente que não possa melhorar. Com essa dúvida, acabamos escondendo nossa real capacidade, com medo, quem diria, do elogio! Lutamos tanto por ele que, quando ele vem, é como se fosse mentira. O seu crivo é muito mais intenso consigo que o das outras pessoas. Até porque, delas já partiu o elogio, e cabe somente a você aceitá-lo e reconhecê-lo. Se não aceitamos, todo o mistério de mostrar a capacidade na oportunidade acaba não surtindo o efeito fantástico que teria se essa capacidade fosse reconhecida. Para mudar isso, você vai precisar somente de um espelho. Pegue-o, coloque-o na frente do seu rosto e sorria. Sabe aquela menina que está sorrindo pra você de volta? Ela é linda, estilosa e única. Ela sabe disso porque sorri para o que ela é. Por que você não sorri de volta e se torna melhor amiga dela? Aposto que se essa menina te elogiar, você vai reconhecer. Atrevo-me ainda a dizer que você, ao se ver, vai se reconhecer. Não só porque você é bonita.


Bruna Vieira do Despois dos quinze.

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